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Pronúncias dos Açores

 
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Publicado por em Março 31, 2014 in Sem categoria

 

Açores

 
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Publicado por em Novembro 26, 2013 in Açores

 
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Azores – Ilha do Faial

1960

 
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Publicado por em Outubro 26, 2013 in Faial

 
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Sabores dos Açores

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Publicado por em Outubro 16, 2013 in Sem categoria

 

FIA 2013

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Publicado por em Julho 7, 2013 in Açores

 

Fajã do Ouvidor

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Restaurante_Amilcar_9

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“A ilha mais esguia de todas as nove açorianas não tinha por onde mais se estender, o mar de todos os lados, a proximidade das irmãs Pico e Faial a estorvarem a expansão. Vai daí, roubou nesgas de superfície ao oceano. As fajãs, famosas, justificam esta pequena história que os locais gostam de contar. a maior parte delas constitui testemunho do esforço final dos magmas sobre o mar envolvente, quando a torrente, já sem fôlego ou sem necessidade dele, deixou-se apenas espraiar, cativa das ondas. Outras são linguetas de terra onde se desprenderam fragorosamente, em tempos idos, das arribas da penedia e mergulharam de supetão no mar costeiro, criando pequenas mas ferteis planuras de difícil acesso e invulgar beleza. Pelas fajãs nos vamos, pois, a São Jorge.

Tudo terá de começar nas Velas, a vila-capital. Não há que enganar, os caminhos são só um… que se divide em duas alternativas, chegados ao sítio da Urzelina, antiga sede de cultivo da urzela tintureira, afamada pelo colorido nos tecidos medievos. Esqueça o caminho tradicional, que leva à localidade da Calheta – embora nesse percurso tenha duas belas pequenas fajãs, de fácil acesso, a das Almas e a Grande. Rume pela esquerda, em direção a Norte Grande.

Sobe-se para atravessar a crista da serrania no cabeço da ilha, com o seu pico maior, o da Esperança (1053 metros) – não antes de passar pelos picos das Caldeirinhas e do Montoso – e desce-se pelo caminho de Santo António, povoação encavalitada a 530 metros sobre o oceano. vamos a descer, sem quase esperarmos, para a costa norte.

A rebentação bate mais forte deste lado, desabrigado, sem a proteção da ilha do Pico, como acontece na costa do lado oposto. Mar aberto que traz à paisagem dos sítios que visitaremos, ainda com mais impacto, a crueza das rochas magmáticas pouco erodidas, ainda de arestas selvagens. Lembremos que ainda há erupções na ilha e que a de há cerca de 150 anos acionou a cratera do Pico da Esperança com tamanha força que este vomitou escórias e lavas sobre povoados e terras de cultivo, arrasando-os. Em 1980 outra erupção fez espavorir as gentes de algumas localidadezinhas desta vertente norte.

As fajãs vão suceder-se como unhas laterais saindo de um enorme dedo único. Superfícies planas ao nível do mar, confrontam-se na esmagadora mole de pedra firme que lhes serve de anteparo criando ravinas com centenas de metros de altura, impressionantes ao ponto de remeterem quem em baixo está para a insignificância da nossa real dimensão.

O Norte Grande dá passagem para a formosa Fajã do Ouvidor, de mais fácil acesso, de sapata mais larga e, por isso tudo, a mais urbanizada. É certo que será hora de refeição quando lá chegar, e a mesma está exposta para as comidas o restaurante próximo. Depois do café é impossível fugir ao sortilégio de permanecer por muito mais tempo, paralisados pelo “destino” de quedar-se preso no remanso dos tempos, entre os elementos.

Há que partir de novo. Apanhe a estrada para a Fajã dos Cubares. Depois cumpra a pé a distância que vai ligar à encantadora Caldeira de Santo Cristo. Desde os tempos da erupção de 1980 que mais ninguém mora ali, alé de uma família que o receberá de braços abertos e terá uma bebida refrescante para vender. A lagoa e a furna com lago interior são de visitar.

Tem o batismo das fajãs cumprido. Há poucos sítios onde o viajante possa confrontar-se tão desabridamente com os elementos ainda em convulsão. Experiência forte que vale para a vida inteira. Em São Jorge a paisagem assume foros de radical.”

in Guia Expresso, O Melhor de Portugal

 
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Publicado por em Junho 6, 2013 in São Jorge

 

Praia de Porto Pim

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Praia de Porto Pim - Horta

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“O Monte da Guia, na ilha do Faial, penetra mar dentro separando a baía da Horta da de Porto Pim. O melhor miradouro é o da Ermida da Guia (século XVIII), donde, virando as costas ao mar, se dominam Porto Pim, à esquerda, a Horta e respetivo porto, à direita. Se rodar 180º, verá a ilha do Pico, transposto o canal.

As características especiais do Monte da Guia do ponto de vista paisagístico fizeram com que fosse classificado Área de Paisagem Protegida em 1980. no extremo sul existe uma pequena baía interior conhecida pela Caldeira do Inferno.

Porto Pim é um pitoresco aglomerado de pescadores que ganhou o seu lugar na literatura mundial, graças a Herman Melville e a António Tabucchi. A partir de meio do século passado, as frotas baleeiras, sobretudo norte-americanas, começaram a aportar aqui, para reabastecer e contratar tripulantes, dada a têmpera dos remadores e arpoadores açorianos. No romance “Moby Dick”, Melville inspirou-se nos pescadores faialenses que conheceu para construir a personagem de Daniel. Já Tabucchi dedicou o livro às mulheres de Porto Pim.

Do alto monte, talvez lhe chame a atenção, do lado poente do aglomerado, um troço de muralha. Trata-se do Portão Fortificado de Porto Pim (século XVII). A praia tem água mansas e uma particularidade: o declive é de tal forma pouco pronunciado que, a caminhar mar adentro, o mais certo é cansar-se antes de perder o pé…

Do outro lado do monde da Guia avista, conforme referido, a cidade da Horta. Um dos primeiros pontos a atrair o olhar é a famosa doca de recreio. Memória do  tempo em que a ilha do Faial era uma escala importante na navegação transatlântica, os velejadores desportivos habituaram-se a deitar âncora aqui. Têm uma razão suplementar para o fazer. perto do molhe, o bar Peter’s (ou Café Sport), com o seu afamado gin, é ponto de encontro obrigatório. Há quem deixe nesta tão peculiar “caixa de correio” cartas para amigos cujos barcos ainda nem saíram dos portos originários, mas que, mais dia menos dia, passarão pelo Peter’s…

O nome de Horta podeerá vir do seu primeiro povoador, o holandês Josse van Huerter. A aldeia passou a vila em finais do século XV e, a partir de 1808, com a chegada do cônsul americano Dabney, a vida comercial animou-se, com a construção de armazéns e estaleiros que trabalhavam para a frota baleeira.

Outra atividade florescente nessa altura era a exportação de laranjas e do vinho do Pico. Com os faialenses a tomarem o partido dos liberais, a Horta ascende a cidade em 18833.

O cais comercial foi construído em 1876 e, à medida que os vapores ganhavam terreno aos veleiros, o porto começou a ganhar importância como escala para reabastecimento. Em 1893, começa a odisseia dos cabos telegráficos submarinos, que atravessavam o Atlântico roçando os fundos oceânicos.

Se Dabney deixou a sua marca no desenvolvimento urbano da Horta, estes recém-chegados – os técnicos ingleses e alemães ligados à colocação e gestão dos cabos – vão também marcar a configuração da cidade: as casas da Rua Cônsul Dabney, no primeiro caso e o atual Hotel Fayal e a escola preparatória no segundo.

Lá do alto ressalta a simplicidade da estrutura urbana da urbe. Desenvolve-se ao longo de um percurso paralelo ao litoral, no fundo a antiga Rua Direita das cidades portuguesas, neste caso modernizada pela Avenida Marginal. É como que uma cidade de uma só rua, limitada nos dois extremos por duas elevações: o monte da Guia e a Espalamaca.

Da silhueta do aglomerado destacam-se três igrejas, todas com as respetivas torres viradas para o lado do mar. A mais imponente é a Igreja Matriz de São Salvador, situada no topo leste do centro histórico. É um antigo templo jesuíta, dedicado a Nossa senhora dos Prazeres, começado a construir em 1680, posteriormente alterado no século seguinte.

Outro ponto marcante da Avenida Marginal é o Castelo de Santa Cruz, fortaleza construída no século XVI para defender a localidade da pirataria e das frotas hostis e hoje adaptada a estalagem.”

in Guia Expresso, O Melhor de Portugal

 
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Publicado por em Junho 6, 2013 in Faial

 
 
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