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Azores – Green islands

 
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Publicado por em Janeiro 28, 2012 in Sem categoria

 

Azores – National Geographic

 
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Publicado por em Dezembro 30, 2011 in Sem categoria

 

Horta “Cidade Mar”

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Publicado por em Outubro 17, 2011 in Faial

 

Simetria (im)perfeita

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“O início do sonho da ascensão ao Pico ia cumprir-se, a lua corria nos pinhais. Da base da ilha, a montanha erguia-se mansa, poucas nuvens, apenas se congregavam em montão num pequeno ponto cimeiro. A cerca de vinte e cinco quilómetros da Madalena, aí a uns mil e duzentos metros de altitude, a carrinha largar-nos-ia para partirmos a pé e viria buscar-nos no princípio da tarde seguinte. Eu ia tão contente que nem queria ver o que o luar exigia, fugindo a entregar-me, sem o conseguir, às notas habituais nos solavancos de transportes que me enlouqueciam a letra.

À lua de julho, pareciam tufos graníticos nas suas cintilações falsas os adornos peculiares da luz sobre os basaltos; os caminhos que não seguiam a direito como a estrada, a que chamam caminhos cortados, surgiam mais largos no entrearvoredo farto e rasteiro. Os faróis batiam sobre últimas grijeiras ainda não fugidas das bermas, adivinhavam-se os arcos de lava junto ao mar orlados de urzes vulcânicas, em talha preta, como que ensinando ímpetos para furnas cimeiras e, mais alto, o espaço que deve ser (nem eu imaginava quanto) dolorosamente livre e encerrado.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Pico

 

Algodões panorâmicos

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(crédito de imagem – Hélio Sales)

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“Ora suaves com mistura de sulfato, ora cor de vidro moído bordejado a enxofre. São uns algodões panorâmicos, móveis sobre os quatro cabos em que pousa a serra sobre o mar visto daqui. De araucárias e um pequeno bosque com metrosíderos e loendros, depois de limpam areias que findam em relvas e canaviais, posso erguer os olhos até onde a distância deixa ainda ver. E começam as faldas. Com redondos dobrados sobre redondos, pequenos vales pressentidos apenas pela suspensão das cores, ravinas que só alguma incidência de sol deixa adivinhar. Os rectângulos limosos encostam a novas geometrias de um azul vermelho, de um ocre quase roxo.

As sebes são rosa estivo, separam ao olhar cada pousio de vegetação e há uma certa melancolia em não poder distinguir as rosas bravas entrelaçando miríades hortenses, os hibiscos rubros receosos das conteiras daninhas, essa praga feérica que deveria calcar a nossa vida, recobri-la de húmidas florações empolgadas, apenas acometidas pelas vacas a quem, de quando em vez, libertam das amáveis grilhetas com que, no quebranto de filas nutricionais, as amarram ao chão.

Tudo isto não se vê nem se tem. É a serra que deixa imaginar. Sem casas além das fajãs, ou escondidas pelas moitas, ela vigia as estradas que, secretas, conduzem almas viandantes aos seus altos lugares. Aí encontraram as nuvens. e nada são. Parecem ter largado para mais acima, desfizeram-se em nódulos luminescentes no céu de um azul molhado, sem o esfaqueamento do calor. Outras vezes descem mais abaixo, vão ao encontro do grito dos boieiros e envolvem os olhos escurecidos num vapor absoluto, um desmaio da terra, os sentidos fechados na mera flutuação.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Clima

 

Mar matinal

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(crédito de imagem – Hélio Sales)

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“Havia dias em que via o manso e malhado e percorrido de correntes e percebia que o deviam apequenar os efeitos da refracção da luz e alinha quebrada por reentrâncias terrestres que se interpunham no horizonte da água. Esmagava as sementes de funcho entre o polegar e o indicador, cheirava o tegumento de massa branca e julgava que todo o campo salteado de salsaparrilha e feno e restos secos de labaças tinha o cheiro anisado e amarelo que subia dos tufos mais secos das funcheiras, de que partiam rastos desses chorões de flor carmim a que chamam bálsamos. Era um mar de verão que consentia o encapotamento dos sentidos, apaziaguava, podia ser humedecido pelas malhas dos cômoros e pelo canto rasteiro das aves escuras por entre os vergões iluminados. Um mar verdadeiramente matinal, sem barcos, esquecido; o mesmo mar que no outono seguinte, como numa só noite foi suficiente para ver, faria desaparecer praias, parte de casas litorais, paredões de portos até.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Mar

 

Viola da terra ou de arame

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“Uma viola da terra, dessas de pequeno enfranque, fez ouvir os seus arames. Alguém por certo antigo lhe corria o braço de bom cerne, talvez em preparação de qualquer cantiga para a festa de um Império. Imaginava-a com rabeca e ferrinhos e pandeiro com folias de rua, mas não, logo parava, para hesitar num redobro e depois partir para o seu repicado cantochão sozinho.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Açores

 

Terra flutuante

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(crédito de imagem – Hélio Sales)

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“Há quem diga que, em breve, dos Capelinhos apenas restará um pequeno ilhéu de lava, como um dos da Madalena para o outro lado, o deitado ou o em pé; como tantos outros pelo mar litoral; ao alcance da terra flutuante ou no alto oceano, como o das Formigas, o meu mais ansiado segredo açoriano. Outros, porém, talvez menos empíricos, afirmam que não deve haver muito maior diminuição do terreno eruptivo além da que já houve e que foi muito vasta: haverá um esqueleto de basalto expelido pelo vulcão que liga a cratera principal à ilha. Não é apenas cinza vulcânica e assim terá o Faial do futuro uma pequena península mais onde recomecem os montões dos assoreamentos, a queda de materiais piroclásticos, a dejecção desse animal a que chamamos penedia, o seu transporte por instrumentos de vento e água e qualquer cobertura arbórea sustendo as vertentes com materiais tombados de todo o lado do pequeno mundo, por pobres praias de pedra-pomes erodida. As lavas escoriáceas chamadas “biscoitos”, as brechas, os pomitos, aliados aos tufos, às escorias,ao lapílis, continuarão a falar-nos não apenas destes frescos vulcões, mas também de outros bem recentes de que podemos ter memória, os já observados a partir dos primeiros povoadores.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Faial

 

Fogo solto

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(crédito de imagem – Hélio Sales)

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“A montanha tem grande parte dos seus dentros amontoados de bagacina. (…) A bagacina não passa de fogo que secou e ficou solto, fogo que era um mar que deu daquela areia. Como se o mar e o fogo dessem alguma coisa: arrancam, fundem, desfundam, destroiem e depois deleitamo-nos sem nos pensarmos assujeitados, liquefeitos, mineralizados, qualquer coisa puxando-nos para lugares onde romperemos em outras matérias que já nem sabem que somos nós.”

(Joaquim Manuel Magalhães, Do Corvo a Santa Maria, 1993)

 
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Publicado por em Outubro 1, 2011 in Açores

 

Entre o Pico e o Faial

 
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Publicado por em Setembro 14, 2011 in Faial, Pico

 
 
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